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Vem aí mais um Ministério – e você vai pagar a conta

Ministério

Para agradar o Centrão, nada melhor que um ministério a mais para a conta do brasileiro…

 

Nos anos 1980, quando o Brasileirão se perdia em fórmulas confusas de disputa e excesso de clubes, a crônica esportiva costumava dizer algo como “onde tem interesse comercial, cabe mais um no campeonato nacional”. 

Transportando o caso para a política, o cenário não é muito diferente em 2023: “Para controlar o Centrão no Congresso, vem aí mais um ministério”.

Ironias à parte, o próprio presidente da República praticamente já se comprometeu a abrir mais uma vaguinha em seu governo para se manter no poder sem chiadeira.

A revelação foi feita na entrevista chapa-branca com o ex-global Marcos Uchoa. Durante a live de terça-feira (24), Lula se fez de rogado ao dizer que está “estudando”, mas praticamente adiantou que o Ministério da Justiça e Segurança Pública será fatiado. 

“Quando fiz a campanha, eu ia criar o Ministério da Segurança Pública, ainda estou pensando em criar, pensando quais são as condições que você vai criar, como é que vai interagir com a questão de segurança do estado, porque o problema da segurança é estadual”, anunciou.

A alegoria usada por Luiz Inácio Lula da Silva traz consigo algumas observações importantes. Além de aumentar seu controle sobre os políticos do centro fisiológico, a chegada de mais um cargo e de novas despesas para o pagador de impostos pode indicar que Flávio Dino (PSB-MA) deverá migrar para o Supremo Tribunal Federal. 

Afinal, à essa altura, nem se cogita diminuir poderes do ex-integrante do Partido Comunista do Brasil.

Mais um ministério na conta do Brasileiro

O quase inevitável fatiamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública dá sequência à megalomaníaca intenção de aumentar a quantidade de servidores públicos à já inchada – e quase explodindo – máquina pública brasileira. Em setembro, Lula deu voltas e mais voltas até confessar que necessitava de forma urgente abrir mais uma vaga para acomodar o eternamente descontente Centrão.

A solução foi apresentar mais uma jabuticaba: o pomposo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, comandado por Márcio França, o idealizador do “Voa Brasil” em sua antiga pasta de Aeroportos.

Antes mesmo desse ministério de número 38 fazer parte da realidade do contribuinte, já se sabia que as 37 pastas custariam R$ 2 bilhões a mais para o brasileiro em comparação ao governo anterior.  Nada mal.

A festa com o dinheiro público mal começou – pois não se esqueça, caro leitor do Paradoxo BR: teremos ainda três anos de muita gastança e regalias pela frente.

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