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Twitter Files: Jornalista revela bastidores de campanha contra Bolsonaro e apoiadores feita pelo TSE

Twitter Files

Twitter Files Brazil: sequência de investigação conduzida por Michael Shellenberger mostra como o TSE e o STF teriam unido forças para barrar postagens, censurar apoiadores e investigar Jair Bolsonaro

Em uma espécie de sequência do escândalo conhecido como Twitter Files – quando foi exposto como a antiga direção da rede social atuou para censurar postagens específicas de eleitores de Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos – o jornalista norte-americano Michael Shellenberger divulgou nesta quarta-feira (3) como o Brasil também foi alvo de censura – em especial, apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro (PL) – sob comando do Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

O problema, aliás, já havia sido aprofundado em matérias do Paradoxo BR, a exemplo da publicação “Caça a Bolsonaro: como o ex-presidente virou o alvo preferido de TSE e STF” de 19/3.

Por sua vez, o material do Twitter Files Brazil  – produzido em colaboração com Eli Vieira e David Ágape – foi enviado pela equipe de Shellenberger ao STF e ao TSE, mas permanecia sem resposta até o fechamento desta reportagem.

“O Brasil está envolvido em uma ampla repressão à liberdade de expressão liderada por um juiz da Suprema Corte chamado Alexandre de Moraes”, escreveu Shellenberger em um longo fio na rede X.

 

“Moraes colocou pessoas na prisão sem julgamento por coisas que postaram nas redes sociais. Ele exigiu a remoção de usuários das plataformas de mídia social. E exigiu a censura de postagens específicas, sem dar aos usuários qualquer direito de recurso ou mesmo o direito de ver as provas apresentadas contra eles”, ressaltou.

O jornalista deu sequência à postagem, enumerando as práticas supostamente feitas por Alexandre de Moraes a partir de 2020.

 

  1. Exigiu ilegalmente que o Twitter revelasse detalhes pessoais sobre usuários do Twitter que usaram hashtags de que ele não gostou.
  2. Exigiu acesso aos dados internos do Twitter, em violação da política do Twitter.
  3. Procurou censurar, unilateralmente, postagens no Twitter de membros efetivos do Congresso brasileiro.
  4. Procurou transformar as políticas de moderação de conteúdo do Twitter em uma arma contra os apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro.

 

Twitter Files: missão dada e cumprida contra Bolsonaro

Ainda, no fio Twitter Files Brazil conduzido por Michael Shellenberger, o jornalista aponta como o então presidente Jair Bolsonaro foi colocado como objeto de escrutínio, justificando que o chefe do executivo, em 17 de agosto de 2022, teria coordenado um esquema para atacar o sistema eleitoral brasileiro. 

 

“Em 17 de agosto de 2022, um membro da equipe jurídica do Twitter enviou um e-mail aos grupos dizendo que o Twitter “recebeu uma nova ordem judicial” relativa a “uma investigação com o objetivo de identificar indivíduos/grupos por trás de uma potencial coordenação de esforços para atacar as instituições e o sistema eleitoral em diferentes plataformas. O próprio presidente Bolsonaro é investigado nesse processos”, apontou o Twitter.

A funcionária da big tech, então, acrescentou: “Recebemos vários pedidos incomuns provenientes desta investigação, o mais recente e relevante nos obrigando a fornecer uma quantidade indeterminada de dados de usuários com base em menções de hashtag. As hashtags dizem respeito a uma mobilização em torno das eleições – traduzidas aproximadamente como #PrintedVoteNO ; #DemocraticAuditableVote e #BarrosoInJail – Barroso é o ex-presidente do TSE.

De acordo com o relatório que temos atualmente, foram 182 tweets no período de interesse. Precisamos do conteúdo, identificadores de usuários e respectivos dados do BSI o mais rápido possível”, revelou.

O jornalista Michael Shellenberger continua sua apuração do Twitter Files Brazil, apontando que o ministro Alexandre de Moraes teria emitido ordens para censurar postagens três meses após o magistrado assumir seu posto na presidência do TSE, em agosto de 2022.

“Três meses depois de Moraes se tornar presidente do TSE, em agosto de 2022, ele (Moraes) exigiu censura”, reiterou Shellenberger. “Apesar de a publicação de hashtags não violar nenhum estatuto legal específico, o Twitter cumpriu as exigências do tribunal para evitar multas substanciais”, explicou.

“O Supremo Tribunal do Brasil e o Twitter removeram o discurso político e penalizaram os usuários por debaterem políticas. Desta forma, o tribunal parece ter interferido numa importante eleição presidencial”, acrescentou Shellenberger.

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