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Sergio Cabral vira “influencer literário” em perfil do Instagram

Sérgio Cabral

Em uma era marcada pela censura, principalmente a jornalistas e influenciadores de direita, o ex-governador do Rio de Janeiro, o político condenado a 430 anos de prisão pela Lava Jato, Sérgio Cabral, decidiu investir nas redes sociais, tão combatidas durante as eleições.

Liberado da cadeia em fevereiro para cumprir pena domiciliar após decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Cabral inaugurou nesta semana uma conta pessoal no Instagram, onde já conta (até o momento da conclusão desta matéria) com mais de 3.200 seguidores.

“Hoje começamos um relacionamento aqui pelo Instagram”, postou Cabral. “Minha intenção é passar para vocês um pouco da minha história nos mais de 30 anos de vida pública e também falar sobre a experiência dos 6 anos e 1 mês de prisão. Espero que vocês gostem e que seja uma troca positiva”, completou o ex-governador em sua primeira publicação.

Sergio Cabral dá dicas de ‘literatura antirracista’

Já em seu mais recente vídeo, Sérgio Cabral optou por gravar um vídeo, onde ele fala sobre sua “educação antirracista”, relembrando a literatura que ele descobriu em seu tempo de presidiário. No vídeo, de pouco mais de três minutos, Sérgio Cabral aproveita seu novo espaço para dar dicas de autores e livros do gênero para seus seguidores.

“Minha a mãe e meu pai me deram uma educação antirracista”, afirmou Cabral. Desde o início de nossas vidas, eu e meus irmãos tivemos em casa a preocupação do ‘antirracismo’. A preocupação com o combate ao racismo. E nesses anos de prisão, eu fiquei muito impressionado com livros de autores pretas e pretos que eu não havia lido: Conceição Evaristo, Djamila Ribeiro. Itamar Vieira Jr e Jeferson Tenório. Nomes que me impressionaram demais, pela qualidade de sua literatura, pela afirmação da posição antirracismo e pela qualidade da denúncia sobre racismo no Brasil”, relembrou Sergio Cabral.

“Sem jargões ou discurso fácil, mas com uma qualidade de texto incrível.
Muito me impressionou foi “Quarto de Despejo”, da Carolina de Jesus. O impacto daquele texto… aquela mulher negra, favelada, nos idos dos anos 60, em São Paulo, e contando aquela vida em favela, com seus filhos. Uma coisa muito emocionante. Mas eu agora estou lendo o Jeferson Tenório. Que livro bom. Carioca, mas radicado no Rio Grande do Sul. Então, vamos à literatura e ao antirracismo para a gente viver melhor”, concluiu o mais novo influencer.

 

 

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