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PT antecipa “Lula 2026” com campanha a favor das drogas e contra Bolsonaro

PT

Em detalhado documento postado em seu site, o PT ratifica sua posição de perseguição aos apoiadores de Jair Bolsonaro, além de antecipar a campanha de Lula a 2026, usando as eleições municipais do ano que vem como trampolim

 

O Partido dos Trabalhadores divulgou nesta semana um extenso documento detalhando a resolução elaborada durante o encontro de seu Diretório Nacional. Com 37 propostas, a cartilha  orienta os integrantes da legenda como atuar na próxima campanha eleitoral que elegerá vereadores e prefeitos em 2024, de olho em uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026.

Cada item incluído compõe uma espécie de memorando, apontando com quais partidos o PT poderá se aliar a partir deste ano, quais as políticas são prioritárias no atual governo federal, e como o partido combaterá “o projeto derrotado nas eleições de 2022”, usando termos como “neoliberal e neofascista” ao se referir aos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

“As eleições municipais de 2024 demarcam um momento estratégico para a construção de uma sólida aliança popular e democrática que promova a recondução do Governo Lula em 2026”, afirma o diretório, já anunciando que Lula, então com 81 anos, deverá disputar as eleições presidenciais em 2026.

Sobre usar as eleições municipais como trampolim, o documento afirma que a conquista de prefeituras e câmaras municipais irão “fortalecer o PT e a esquerda brasileira, consolidar uma forte Frente Democrática e Popular no país para implementar nosso Programa de Reconstrução e Transformação do Brasil”.

PT anuncia guerra contra “bolsonaristas”

A carta de intenções petista também aponta qual matéria que tramita no Legislativo, em Brasília, deverá ser combatida para que seu projeto de poder possa ser consolidado. O item reforça a ideia do “combate ao bolsonarismo” e a política do governo anterior de economizar os gastos com funcionalismo público.

“Na presente conjuntura, não faz sentido a tramitação no Congresso de uma proposta de reforma administrativa que é essencialmente contrária à promoção de políticas públicas de interesse da maioria do povo, além de precarizar o serviço público, servindo a um projeto neoliberal que foi derrotado nas urnas em 2022”, ratifica.

Se o PT demonstra repúdio à reforma administrativa, o partido de Lula reforça a necessidade da aprovação de políticas que visam aumentar ainda mais a arrecadação federal, como os fundos offshores e exclusivos. Este último, chamado de “super ricos” pelos petistas

“É importante aprovarmos a proposta do ministro Fernando Haddad de taxação dos super ricos, dos fundos offshores. Mais do que necessidade de trazer receitas ao Orçamento da União, é uma questão de justiça tributária e social, em um país onde os pobres pagam mais impostos do que os ricos”, aponta o partido sem apresentar provas.

PT apoia liberação do porte de drogas

Outros pontos que chamam a atenção na resolução se opõem a todos os programas o que o PT disse ser contra na campanha de 2022, como o apoio à legalização das drogas e combate às ações policiais.

“A violência é um método inaceitável de ação por parte das polícias estaduais, que atinge a população mais jovem, pobre e preta do nosso país, assim como tem incidência nos próprios policiais”, acusa o partido.

“No momento em que o Supremo Tribunal Federal deve retomar o julgamento do “marco temporal”, manifestamos a expectativa de que a Suprema Corte reafirme os direitos dos povos indígenas, como ocorreu em decisões anteriores. e o avanço na descriminalização do porte de cannabis para uso pessoal, passo importante para a mudança na equivocada e letal política de guerra às drogas”, ratifica.

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