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“Perdão de dívidas” marca relação de governos petistas com africanos

Africanos

A passagem de Lula por países africanos neste mês ganhou destaque pela retomada de “fortes investimentos” no continente. No passado, porém, os governos petistas  se dedicaram a perdoar dívidas bilionárias do continente

 

Não é preciso ser economista ou futurólogo. |Para se ter uma ideia básica de como serão os quatro anos de Lula 3, basta uma investigação minuciosa no passado das gestões petistas. No final de maio de 2013 – portanto, um ano antes do escândalo da Lava Jato estourar – a então presidente Dilma Rousseff (PT) perdoou dívidas de 12 países africanos, totalizando quase U$ 1 bilhão em renúncias. 

A justificativa apresentada na época foi que o perdão iria “favorecer a abertura de mais negócios”. Os registros, de acordo com o governo federal, apontavam para superávit na balança comercial com os africanos em torno de US$ 26 bilhões desde 2003.

Entre os 12 países beneficiados estão o Congo-Brazzaville, que tem a maior dívida com o Brasil – cerca de US$ 350 milhões, Tanzânia (US$ 237 milhões) e Zâmbia (US$113 milhões).

Pela ordem decrescente de débitos, os beneficiados pela petista foram os seguintes países: Congo, Tanzânia, Zâmbia, Senegal, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Gabão, República da Guiné, Mauritânia, São Tomé e Príncipe, Sudão e Guiné Bissau.

Lava Jato e as obras em países africanos

Em passagem pela Etiópia, Dilma apresentou o argumento do governo para o cancelamento dos débitos.

“O sentido dessa negociação é o seguinte: se eu não conseguir estabelecer negociação, eu não consigo ter relações com eles, tanto do ponto de vista de investimento, de financiar empresas brasileiras nos países africanos e também relações comerciais que envolvam maior valor agregado”, explicou.

Além do cancelamento dos débitos, o Ministério Público Federal abriu investigação contra os governos Lula e Dilma no âmbito da Lava Jato por suspeitas de corrupção em Angola – país que voltará a fazer parcerias com o Brasil.

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