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O Perigoso elo entre Hezbollah e PCC: uma aliança global

Hezbollah

A trajetória do Hezbollah grupo terrorista e sua proliferação junto ao crime organizado no Ocidente


Estão prontos para invadir um território onde as opiniões e percepções são frequentemente distorcidas pelos serviços de inteligência? 

 

A série de textos a seguir aborda diretamente as complexas camadas que definem a relação entre o comunismo, socialismo, nacionalismo, nazismo, islamismo, a causa Palestina. Além disso, escancara o papel do globalismo na criminalidade regido pela KGB e sua ligação com grupos revolucionários na América do Sul e no Oriente Médio que vieram a entrar na política e hoje estão no poder, tanto no Ocidente quanto no Oriente Médio. 

 

Mesmo que no início da história, a Rússia tenha dado preferência a manter grupos revolucionários secularistas – e tenha enfrentado alguns desentendimentos com grupos fundamentalistas – o país aprendeu a lidar e descobriu ser mais fácil manipular extremistas religiosos. 

 

Este não é um texto para os fracos de coração; é um convite para uma reflexão sem filtros sobre um cenário político complexo que está longe de ser o que nossos olhos veem.

 

Simplificação grosseira da realidade

 

A concepção de que a esquerda atua como ‘idiotas úteis’ ao apoiar o islamismo ou a Palestina é uma simplificação grosseira da realidade. Esses pseudo intelectuais esquerdistas – exatamente como aquele seu primo de segundo grau, professor universitário – não são ignorantes sobre suas causas. 

 

Eles estão plenamente cientes de suas ações e das implicações delas, sendo elementos fundamentais de uma engrenagem muito bem lubrificada, desafiando a preguiça intelectual de muitos que se recusam a ler e compreender suas motivações e escritos.

 

Apesar de serem meras peças em um tabuleiro maior, esses personagens estão, de fato, engajados em uma aliança consciente e estratégica com seus supostos manipuladores. A sincronia entre intelectuais de diferentes nacionalidades, em seus objetivos e desejos, não é coincidência, mas sim resultado de uma colaboração calculada, movida por um entendimento mútuo de suas agendas.

 

Aqui é onde entra a dinâmica pessoal que esses grupos se aproveitam: as pessoas são movidas pelo desejo de aceitação social, pertencimento a um grupo e status. Esses desejos mascaram traumas profundos, onde a busca leva a um “narcisismo” doentio e proposital, resultando em uma sociedade impulsionada por vícios e aspirações egoístas, jamais guiados por virtudes altruístas.

 

Portanto, longe de serem simplesmente “idiotas úteis”, esses indivíduos desempenham um papel calculado e intencional, fazendo com que a “revolução” avance de maneira quase que autônoma. 

 

Eles possuem uma compreensão aguçada do cenário político em que operam, desmantelando uma realidade mais complexa do que a leitura simplista frequentemente apresentada pela direita.

 

Barack Obama e o Hezbollah

 

Durante a presidência do ‘jihadista’ Barack Obama,

a abordagem dos EUA em relação ao Hezbollah foi criticamente permissiva. O episódio mais notório foi o descarrilamento do Projeto Cassandra, uma iniciativa vital da DEA contra o tráfico de drogas do grupo na América do Sul, que acabou se deparando com uma rede de tráfico humano. Iniciado em 2008, o projeto revelou que o

Hezbollah se transformou de um grupo revolucionário fundamentalista local em um sócio do sindicato do crime internacional. 

 

Os investigadores descobriram que o grupo arrecadava cerca de US$ 1 bilhão por ano com atividades criminosas, incluindo tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e tráfico humano. No entanto, conforme o projeto avançava, a administração Obama impôs crescentes obstáculos às investigações, chegando a sacrificar completamente a investigação no altar das negociações nucleares com o Irã, permitindo assim que o Hezbollah expandisse suas atividades criminosas.

 

A reviravolta com Trump

 

Em contraste ao movimento pro-Hezbollah de Obama, Trump adotou uma abordagem sem meios-termos. Desde fevereiro de 2017, com uma ordem executiva, ele se concentrou nas redes de financiamento ilícito do Hezbollah, adotando medidas robustas contra a lavagem de dinheiro. 

 

A designação do Hezbollah como organização criminosa transnacional em outubro de 2018 e a extradição de figuras-chave como Kassim Tajideen ressaltam a seriedade de Trump em desmantelar a influência do grupo.

 

Biden entra em cena

 

Com a transição para Biden, houve um retorno à flexibilidade do mal. A administração tenta esconder do Congresso um relatório crucial sobre o império financeiro do Hezbollah, exigido por lei. 

 

Legisladores do Partido Republicano suspeitam que isso está relacionado às deliberações sobre a suspensão de sanções econômicas ao Líbano, controlado pelo Hezbollah. A divulgação desse relatório poderia comprometer a justificativa de um potencial resgate financeiro ao Líbano e destacar a corrupção e atividades terroristas do Hezbollah.

 

A rede Barakat, na Tríplice Fronteira, é um exemplo proeminente do envolvimento do Hezbollah em atividades criminosas transnacionais. Assad Ahmad Barakat, identificado como financiador-chave do Hezbollah, liderou atividades ilícitas, como falsificação, extorsão e uso de empresas de fachada para gerar fundos para o grupo. 

 

A escolha desta região, com fiscalização fraca e corrupção, facilitou essas operações. O Departamento do Tesouro dos EUA designou Barakat como um importante financista terrorista em 2004.

 

Kassem Mohamad Hijazi ilustra a natureza transnacional do crime organizado e do terrorismo. A operação conjunta dos EUA e Paraguai contra Hijazi destaca a importância da cooperação internacional na luta contra essas ameaças, sobretudo quando as instituições locais estão corrompidas. Hijazi, brasileiro de ascendência libanesa, esteve envolvido em atividades de corrupção e financiamento do terrorismo, evidenciando a influência do Hezbollah em redes ilícitas.

 

Hezbollah e o PCC

 

A relação entre o Hezbollah e o Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior organização criminosa do Brasil, revela uma faceta aina mais preocupante dessa expansão. Traficantes ligados ao Hezbollah, operando na área de fronteira, fornecem ao PCC armas e explosivos, como o C4, em troca de proteção e acesso a rotas de contrabando. Esta parceria se estende para operações nos portos brasileiros, envolvendo o tráfico de drogas, armas e munições.

 

A colaboração, que dura quase 20 anos, mostra o Hezbollah fornecendo armas e treinamento de guerrilha ao PCC. Em contrapartida, o PCC ajuda os terroristas a financiar suas atividades, inclusive através do tráfico internacional de drogas. As investigações sobre essa relação começaram nos anos 2000, concentrando-se, principalmente, na região fronteiriça entre Brasil, Paraguai e Argentina.



A prisão do líder do PCC

Um episódio notável nesse imbróglio foi a prisão de Elton Leonel Rumich da Silva, um dos líderes do PCC, no Rio de Janeiro em 2018. Rumich foi ligado ao Hezbollah e também é acusado de ter ordenado o assassinato de Jorge Toumani

Rafaat, conhecido como “Rei da Fronteira”, evidenciando a violenta disputa pelo controle das rotas de drogas. As ações do Hezbollah na América Latina, incluindo a luta pelo controle de rotas de tráfico, despertaram a preocupação do governo dos EUA sobre as “intenções malignas” do grupo na região.

Hezbollah e as ligações com Daniel Ortega

O Hezbollah também estabeleceu bases de treinamento na Nicarágua, reforçando sua ligação com governos na América Latina e Caribe, sempre ampliando suas capacidades operacionais. Incidentes envolvendo o grupo em colaboração com os Zetas, um dos cartéis de drogas mais violentos do México, como o plano de 2011 para assassinar o embaixador da Arábia Saudita em Washington, DC, ressaltam a dimensão das operações do grupo terrorista

 

Fontes de pesquisa para este artigo

Hezbollah Money Laundering

https://www.documentcloud.org/documents/4325664-Hezbollah-Money-Laundering

Hezbollah’s Transnational Organized Crime | The Washington Institute

Police Documents Reveal ‘Hezbollah Ties’ to Brazil’s PCC

Press Releases | U.S. Department of the Treasury

https://www.occrp.org/en/

Hezbollah: Narco-Terror and Crime in Latin America – Jewish Policy Center

The secret backstory of how Obama let Hezbollah off the hook

https://www.politico.com/interactives/2017/obama-hezbollah-drug-trafficking-investigation/

https://www.politico.com/interactives/2017/obama-hezbollah-drug-trafficking-investigation/

Biden Admin Withholds Report on Hezbollah’s Financial Empire

Biden Admin Withholds Report on Hezbollah’s Financial Empire

The secret backstory of how Obama let Hezbollah off the hook

Hezbollah, Drugs, and the Obama Administration: A Closer Look at a Damning Politico Piece | Lawfare

How Trump Is Going After Hezbollah in America’s Backyard | The Washington Institute

Hezbollah’s Global Threat

https://www.washingtoninstitute.org/policy-analysis/hezbollahs-transnational-organized-crime

Police Documents Reveal ‘Hezbollah Ties’ to Brazil’s PCC

Press Releases | U.S. Department of the Treasur

https://www.occrp.org/en/daily/14878-report-hezbollah-in-league-with-latin-american-drug-gangs

https://www.washingtoninstitute.org/policy-analysis/hezbollahs-transnational-organized-crime

Hezbollah: Narco-Terror and Crime in Latin America – Jewish Policy Center

Police Documents Reveal ‘Hezbollah Ties’ to Brazil’s PCC

Libanês é apontado pelos EUA como coordenador do Hezbollah no Brasil – Jornal O Globo

Polícia Federal aponta elo entre facção brasileira e Hezbollah – Jornal O Globo

https://www.occrp.org/en/daily/14878-report-hezbollah-in-league-with-latin-american-drug-gangs

https://www.fdd.org/analysis/2023/04/19/justice-department-indicts-sanctioned-hezbollah-financier/

https://www.jewishpolicycenter.org/2021/01/07/hezbollah-narco-terror-and-crime-in-latin-america/

https://www.thenationalnews.com/mena/2021/07/08/hezbollah-engages-in-illicit-activities-despite-anti-corruption-stance/

PCC e Hezbollah: parceria que opera das fronteiras aos portos no Brasil

Hezbollah teria conexões com o crime organizado no Brasil; entenda

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