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No Congresso dos EUA, Jornalistas falam sobre “fim da democracia” e acusam Moraes de “ditador”

Congresso

Depoimento inédito de brasileiro no Congresso dos EUA aconteceu na manhã de terça-feira em Washington

Nesta terça-feira (6), a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos ouviu os jornalistas Paulo Figueiredo Filho e Michael Shellenberger – um dos responsáveis pela série de reportagens Twitter Files Brazil na audiência pública “Brasil uma crise da democracia, da liberdade e do império das leis?”. 

Shellenberger afirmou perante aos parlamentares norte-americanos do subcomitê de direitos humanos que “o Brasil já não é mais uma democracia”, apontando ações autoritárias do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, como fator preponderante para o estabelecimento da censura.  

“Nos últimos 30 anos o Brasil era uma democracia liberal com eleições livres. A Constituição em seu artigo 5 parágrafo 22 garante a liberdade de expressão. Porém, hoje o Brasil não é mais uma democracia”, ressaltou o jornalista independente.

“Hoje estou sob investigação. Tanto a corte eleitoral (TSE) como o STF estão sendo influenciados por decisões de um único juiz, que interfere e pede o banimento das redes sociais de jornalistas independentes. Ele não apenas censura conteúdos específicos. Ele os bane para sempre”, reiterou Shellenberger.

Figueiredo: primeiro brasileiro a falar no Congresso dos EUA

O jornalista Paulo Figueiredo Filho – o primeiro brasileiro a depor na Casa dos Representantes dos EUA – deu sequência às declarações sobre a censura no Brasil, citando a herança recebida de seus familiares na luta pela democracia.

“Meu avô, João Batista Figueiredo, assinou a lei da Anistia e devolveu o poder aos civis, restaurando a democracia”, relatou Figueiredo, destacando o trabalho do último presidente da república a atuar no regime militar.

“No final de 2022, ano de eleição presidencial, eu era comentarista político na Jovem Pan, uma emissora que chegou a ser comparada a Fox News aqui nos EUA. Eu tinha mais de 5 milhões de seguidores nas redes sociais e era um dos jornalistas mais influentes, até ser alvejado pela Suprema Corte.

Após isso, todas minhas redes sociais foram canceladas para os brasileiros, bloquearam meus bens, suspenderam a confidencialidade de operações  e cancelaram meu passaporte brasileiro. Isso foi o equivalente a ser mandado para a cadeia”, ressaltou.

Figueiredo finalizou seu depoimento, destacando que as redes sociais com base nos Estados Unidos estão cumprindo ordens ilegais e, portanto, desrespeitando a Constituição dos Estados Unidos. A exposição, segundo o jornalista, seria o “ponto central” da audiência no Congresso.

“A Jovem Pan, então demitiu todos os jornalistas conservadores e fiquei desempregado. Nessa investigação, após o 8 de janeiro, chegaram a proibir meu contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro ou com qualquer outro investigado, cerceando minha liberdade. 

Alexandre de Moraes é o verdadeiro ditador do Brasil. Ele dirige o TSE e está à frente do inquérito das fake news. Contudo, eu sou radicado nos EUA desde 2016 e sigo o que diz a 1ª Emenda da Constituição dos EUA. Já as outras redes sociais (como Google e a Meta) têm obedecido às ordens de Moraes e isso viola as leis dos Estados Unidos”, concluiu.

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