MST volta a atacar na Bahia – e sem punição rigorosa
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) voltou a atacar propriedades privadas. Desta vez, o grupo liderado por João Pedro Stédile – amigo de Lula e membro da comitiva que foi à China – invadiu três fazendas no interior da Bahia.
A ação criminosa faz parte do que o MST chama de “Abril Vermelho”. Segundo o grupo, mais de 500 famílias ocuparam terrenos em diferentes regiões “consideradas improdutivas” pelo movimento.
Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes cobrou as autoridades para que os invasores de terrenos privados recebam o mesmo tratamento dos vândalos que ocuparam os três poderes no dia 8 de janeiro.
“O MST é o seguinte: não dá para tolerar. Nenhum tipo de crime deveria ser tolerado nesse país. A propriedade é algo sagrado. Porque invadir o Supremo, invadir o Congresso, invadir o Planalto é crime. Invadir o lar das pessoas no campo tem que ter o mesmo tratamento”, ratificou o governador mato-grossense.
MST: “O que está por trás dessa escalada de violência”, questiona deputado
O deputado federal Tenente Coronel Zucco (Republicanos-RS) publicou um artigo nesta segunda-feira (24) que resume as atividades ilegais do MST nos últimos dias.
“O líder nacional do MST, João Pedro Stédile, gravou um vídeo anunciando que o movimento invadiria terras em todos os estados da Federação. Antecipou a prática de um crime e cumpriu com a palavra. Como prêmio pela atitude criminosa ganhou uma vaga na comitiva do presidente Lula na missão oficial à China”, ironizou o parlamentar.
“Aliás, desde a década de 80, Stédile usa da fragilidade humana para arregimentar seu exército e vender a terra prometida, tal qual um falso profeta. Uma engrenagem muito bem azeitada que exige um volume bastante considerável de recursos materiais e financeiros para se manter em pé. Afinal de contas, cada mobilização para invadir e depredar é preciso pagar alimentação, transporte (ônibus) e uma assessoria jurídica completa para defender os companheiros de luta que, eventualmente, são detidos” ratificou Zucco.
“Sem falar na estrutura profissional de comunicação, com assessoria de imprensa e veículos especializados na cobertura de tais atos. Alguém já teve a curiosidade em saber de onde vem o dinheiro para custear o MST?”, questionou o deputado gaúcho.
“Um movimento que sequer dispõe de personalidade jurídica! Os caros leitores já pararam para pensar que essas ações criminosas podem ser pagas com recursos públicos?
Sim, o meu, o seu e o nosso imposto! Desde que o novo governo assumiu, o MST vem tocando o terror no campo. Em apenas três meses, foram registradas aproximadamente 40 invasões de acordo com levantamento da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), muito mais que as 11 registradas em 2019, no primeiro ano do governo Jair Bolsonaro”, relembrou.
“O que está por trás dessa escalada de violência? A resposta está bem diante dos nossos olhos: a voracidade dos líderes sem-terra na ocupação de cargos estratégicos no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).
Ou seja, o mesmo movimento que pressiona, invade e depreda, agora dispõe da caneta para desapropriar e recursos para pagar pelas terras. Uma triangulação perigosíssima que pode levar a decisões e acordos obscuros logo ali na frente. Acho que já temos elementos mais do que suficientes para instalar imediatamente a CPI do MST”, finalizou.