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Fact-checking: Desmontando as falácias do governo Lula sobre o cartão corporativo

Governo Lula

Após a divulgação dos gastos de R$ 8 milhões com o cartão corporativo de Lula em apenas 7 meses, a Secom do governo Lula deu suas justificativas. O Paradoxo BR chegou as informações

 

Em nova justificativa sobre o excesso de gastos com o cartão corporativo, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) voltou a destacar o “protagonismo internacional” do Brasil, com a retomada das viagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao exterior. 

O Paradoxo BR decidiu reagir à nota divulgada para a imprensa com as explicações do governo federal para as despesas nos últimos sete meses de R$ 8 milhões – acima do que gastaram no mesmo período os ex-presidentes Jair Bolsonaro (R$ 5,3 milhões), Dilma Rousseff (R$ 4,9 milhões) e Michel Temer (R$ 3,8 milhões) respectivamente.

O que a Secom do Governo Lula Lula diz:

O Brasil havia abandonado o seu protagonismo internacional e para reverter esse quadro, o Presidente Lula vem realizando uma intensa agenda de viagens internacionais em 2023, que resultaram diretamente em 111,5 bilhões de reais em novos investimentos para o país nos seis primeiros meses do ano”.

Fact-checking Paradoxo BR

Os números divulgados pela Secom – R$ 111, 5 bilhões – são baseados em prognósticos do governo federal. A maior parte dos recursos são estimados a partir de acordos bilaterais com a China, além de doações para o Fundo Amazônia.

“Estão transformando o Brasil num estado vassalo da China, o qual é o principal aliado para manter uma elite política corrupta e criminosa no poder no Brasil”, afirma o ex-chanceler Ernesto Araújo ao Paradoxo BR. Na visão do diplomata, grande parte do dinheiro que está contabilizado como fruto das viagens é incerto, a não ser os acordos com os Emirados Árabes. Segundo Araújo, são fruto da continuidade do trabalho da gestão Bolsonaro.

O que a Secom do Governo Lula diz:

É importante salientar, novamente, que a maior parte dos quase R$ 8 milhões gastos em despesas realizadas com o cartão corporativo no exercício de 2023 refere-se a serviços de apoio de solo das aeronaves em viagens internacionais, resultado desse intenso trabalho em curso pela atual gestão para retomar as relações diplomáticas do Brasil com o mundo”.

Fact-Checking Paradoxo BR

Retomar as relações diplomáticas: Aqui, a Secom ataca com a prática deliberada de espalhar  fake news. A sequência de viagens internacionais do governo Bolsonaro foi interrompida entre 2020-2021, em virtude da pandemia de covid-19.

Há ainda a comprovação de que a citada “perda de protagonismo internacional do Brasil” citada pelo governo Lula foi estimulada pelo próprio petista no auge da crise sanitária.

Bolsonaro aposta contra a ciência e coloca em risco os médicos. Aposta contra todos os governadores do país e coloca em risco a economia. Bolsonaro aposta contra o mundo. Aposta a vida de milhares de brasileiros e brasileiras”, afirmou Lula em vídeo gravado em 28 de março de 2020.

 

O que a Secom do Governo Lula diz?

“Além de recuperar a imagem do país no exterior, o objetivo das viagens é também reestabelecer as relações comerciais com parceiros importantes, o que resulta na atração de investimentos estrangeiros em áreas estratégicas que contribuem diretamente para recuperação da capacidade do mercado interno, impulsionando a geração de emprego e renda no Brasil.”

Fact-checking Paradoxo BR

As relações exteriores do Brasil obtiveram grandes saltos entre 2019 e 2022, apesar da pandemia. O comércio com os países do mundo árabe (Emirados, Arábia Saudita e Egito) disparou, chegando à marca recorde de US$ 24 bilhões em 2021-  recorde da série histórica. 

Os resultados foram acima das expectativas, principalmente quando o governo Bolsonaro foi acusado de arranhar as relações com os Árabes após se aproximar do governo Israelense.

Ainda sobre as  relações “reestabelecidas” citadas pela Secom, há de se observar o retorno de acordos com Angola, Cuba, Cabo Verde e Venezuela. No caso de Angola, entre os participantes da comitiva que desembarcou no país africano, destaque para os representantes de conhecidas empreiteiras, como OAS e Andrade Gutierrez. 

 

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