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Especial AstraZeneca: Alvo de ação milionária, farmacêutica desiste de vacina contra covid-19

Astrazeneca

Em comunicado oficial, AstraZeneca afirma que “estoques disponíveis são suficientes”

A indústria farmacêutica britânica AstraZeneca divulgou um comunicado à imprensa internacional sobre o encerramento da fabricação da vacina contra a covid-19 em caráter universal. Isso significa que, ao fim dos estoques, nenhum país poderá fabricar ou importar o imunizante. 

A justificativa oficial da empresa para o término da produção foi o “excesso de doses” já armazenadas e disponíveis para aplicação desde o início da pandemia em 2020. No Brasil, os imunizantes desenvolvidos pela AstraZeneca são fabricados pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), graças ao compartilhamento de tecnologia acertado entre Brasil e Inglaterra em junho de 2021.

Como o Paradoxo BR mostrou, a AstraZeneca é alvo de ações na justiça do Reino Unido, em um processo que poderá render indenizações de R$ 128 milhões. O processo conjunto foi aberto após pacientes registrarem efeitos colaterais graves, supostamente provocados pela vacina.

A farmacêutica negou ser responsável pelos problemas de saúde – e até por óbitos gerados por seu imunizante. Entretanto, o laboratório sediado em Cambridge, na Inglaterra, apresentou um documento à justiça em fevereiro onde aponta que o imunizante poderia provocar, em casos raros, “síndrome de trombose com trombocitopenia (TTS)”.

AstraZeneca e outras vacinas: Bolsonaro foi acusado de fake news

O encerramento da produção da AstraZeneca remete a eventos ocorridos durante a pandemia de covid-19. Em diversas ocasiões, como em março de 2021, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) foi acusado de propagar fake news sobre a vacina.

“Vocês sabem, tem uma vacina que tem uns 10 países que não vão aplicar mais, estão sabendo né? Aí tem um cara que ligou para mim, um cara inteligente, ‘por que você não compra essa vacina?’. Cara, se os países não estão aplicando é no mínimo um lote suspeito. ‘Ah, mas não tem problema’. A que ponto chegou a cabeça das pessoas? Ah, os países não estão aplicando, então vai lá e compra”, declarou Bolsonaro, indicando que se referia ao imunizante feito pela AstraZeneca, que acabara de ser suspenso em países como Itália e França.

Eric Clapton: guitarrista sofreu com efeitos colaterais após ser vacinado

Em maio de 2021, o guitarrista e compositor, Eric Clapton, afirmou ter sofrido efeitos colaterais após tomar duas doses de AstraZeneca. O chamado “Deus da Guitarra” chegou a ser acusado de “espalhar fake news” e de ser “negacionista”.

“Eu tomei a primeira injeção de AZ e imediatamente tive reações graves que duraram dez dias. Eu finalmente me recuperei e disseram que faltariam doze semanas para o segundo. Cerca de seis semanas depois, recebi a oferta e tomei a segunda dose do AZ. Desnecessário dizer que as reações foram desastrosas, minhas mãos e pés estavam congelados, dormentes ou queimando, e praticamente inúteis por duas semanas, eu temi nunca mais tocar”, declarou.

No ano passado, após a suspensão das doses de AstraZeneca em diversos países, o governo Lula saiu em defesa do imunizante, justificando que casos de trombose seriam “ muito raros”.

Em postagem no site oficial do Ministério da Saúde, a gestão petista escreveu: 

 

“Após o uso em massa da vacina da AstraZeneca, um evento adverso muito raro, o que significa menos de 1 caso para cada 10.000 doses administradas, chamado Síndrome de Trombose com Trombocitopenia (STT), envolvendo casos incomuns de coagulação sanguínea associados a baixas contagens de plaquetas, foi identificado como sinal de segurança pela farmacovigilância de vacinas”.

 

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