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Argentina é obrigada a apelar para a China por escassez de dólares

Argentina enfrenta inflação alta e falta de divisas em dólar para transações comerciais

O governo da Argentina decidiu que não irá mais usar dólares norte-americanos em suas transações comerciais de exportação e importação com a China. A decisão foi anunciada na quarta-feira, após a cotação do dólar paralelo (blue) se aproximar dos 500 pesos.

A justificativa dada para a crise econômica é a da forte seca que atingiu o país desde o final de 2022. O presidente Alberto Fernández também culpou a oposição de “extrema-direita” pela elevação da moeda norte-americana sobre a local.

A medida foi oficializada pelo ministro da Economia, Sergio Massa, em entrevista coletiva com a participação de Zou Xiaoli, embaixador da China. Inicialmente, serão trocados o equivalente a US$ 1 bilhão em yuans. No mês que vem, a quantia já está em US$ 790 milhões.

“A pior seca da história cortou nossas exportações em US$ 15 bilhões”, afirmou Massa. “Isso não fez trabalhar para manter nossas reservas para sustentar o volume de importações fundamentais para o nível de atividade e produção do país”, afirmou Massa.

De acordo com o ministro da Economia, o início do uso do yuan nos pagamentos para a China começa em abril. Neste mês, a quantia em moeda chinesa chegará a US$ 1 bilhão. Para maio, já existe a previsão de US$ 790 milhões.

As empresas que entraram na linha de negócios são petrolíferas, farmacêuticas, automotivas e de telecomunicações.

Argentina deverá tentar novo acordo com FMI

Nesta semana, o presidente Alberto Fernández se pronunciou a respeito da crise econômica argentina, em especial, sobre a maxidesvalorização do peso frente ao dólar.

“É uma prática permanente da direita argentina”, acusou o mandatário.
“Os opositores espalham rumores pela manhã, operam durante todo o dia e, quando a tarde termina, retiram sua rentabilidade do mercado de câmbio, prejudicando a maioria dos argentinos”, apontou Fernández.

“Estamos vivendo uma crise mundial de grandes proporções, que na Argentina é reforçada pelo problema da seca que causou danos incalculáveis à economia”, reforçou.

De fato, a estiagem que tomou conta das lavouras da Argentina tem sido um fator preponderante nas perdas econômicas do país. Entretanto, desde 2020, o governo federal vem tomando medidas desastrosas que pioram o quadro, mês a mês.

Uma medida considerada equivocada foi a suspensão das exportações de carne. Em maio de 2021, o governo do país vizinho – que é um dos maiores exportadores do planeta – decidiu intervir no setor, após os preços subirem 65,3%, enquanto o custo de vida se aproximava de uma alta em torno de 46%.

Para tentar aliviar a falta de reservas cambiais, o ministro da Economia, Sergio Massa, deverá se encontrar com representantes do FMI (Fundo Monetário Internacional) no início de maio. A intenção é reativar um programa de refinanciamento da dívida externa, após o país não cumprir metas estabelecidas no primeiro trimestre deste ano.

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