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Após fala desastrosa, Israel bane a entrada de Lula no país

Israel

Ministro das Relações Exteriores afirmou que Lula não poderá entrar em Israel até pedir desculpas sobre comparação com nazismo

O Brasil está bem perto de provocar um grave incidente internacional. Na contramão das principais nações do Ocidente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a culpar Israel pela resposta aos ataques terroristas de 7 de outubro de 2023, comparando a ação militar ao massacre de judeus no Holocausto.

A declaração de Lula provocou uma reação do governo israelense, que declarou o chefe do executivo persona non grata. Em outras palavras, o petista está impedido de entrar no país até que faça uma retratação oficial.

Chanceler de Israel exige desculpas de Lula

Nesta segunda-feira (19), o ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, exigiu que o embaixada brasileira solicite ao presidente Lula uma retratação oficial sobre as “desastrosas declarações”, comparando a reação ao Hamas ao Holocausto na Segunda Guerra Mundial.

“Não esqueceremos, nem perdoaremos”, admitiu Katz. “Foi um ataque antissemita grave. Em meu nome e em nome dos cidadãos de Israel, diga ao presidente Lula que ele é persona non grata no país até que se retrate”, reiterou.

Em entrevista coletiva realizada no domingo (18), Lula condenou as ações militares de Israel, que ocorrem desde 7 de outubro de 2023,  afirmando que as operações na faixa de Gaza contra o grupo terrorista Hamas foram equivalentes ao massacre de mais de 6 milhões de judeus conduzido por Adolf Hitler.

Netanyahu: “As palavras de Lula são vergonhosas”

O presidente executivo da Federação Israelita do Estado de São Paulo (FISESP), Ricardo Berkiensztat,  reagiu às falas de Lula, apontando que as declarações podem disseminar uma série de ataques antissemitas no Brasil.

 “A cada comentário, a cada declaração do presidente Lula, surge um número crescente de manifestações antissemitas nas redes sociais e ameaças à comunidade judaica local. Acreditamos que a situação deva piorar”, lamentou Berkiensztat,

Já o presidente executivo da Stand With US Brazil, André Lajst, rebateu as comparações de Lula apontando que “ele não sabe nada de história, muito menos de relações internacionais”.

No domingo, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já havia reagido de forma contundente à declaração do presidente brasileiro.   “As palavras do presidente do Brasil são vergonhosas e graves. Trata-se de banalizar o Holocausto e de tentar prejudicar o povo judeu e o nosso direito de se defender”, ressaltou

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