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Apagão 2023: já sabemos o verdadeiro culpado pela falta de energia

Governador

Nesta terça-feira, o Brasil foi trabalhar e sofreu um duro golpe: em 25 estados faltou energia elétrica, com direito à apagão do metrô e passageiros andando pelos trilhos. A pergunta (que já vem com resposta quase pronta) é: quem foi o culpado pela falha no sistema?

Aproximadamente às 8h30 da manhã desta terça-feira (15), o Brasil parou literalmente. Quando se pensava que 19 estados tinham sofrido com o apagão de energia, logo se descobriu que apenas o estado de Roraima, alimentado pela ditadura de Nicolás Maduro, não havia sido atingido pela falta de energia.

Além da queda da força quase generalizada, a grande mídia precisou frear um pouco a cobertura do maior escândalo da história do Brasil – leia-se o Rolex de Bolsonaro (ironia incluída) – para refletir sobre os reais problemas da infraestrutura nacional.

A resposta oficial e superficial sobre a origem do problema -atualizada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) às 14h – foi    uma “separação elétrica” no sistema interligado entre as regiões Norte e Nordeste em relação às regiões Sul e Sudeste. 

Tecnicidades à parte, o cidadão brasileiro não precisa saber exatamente os detalhes. Em outras palavras, ele precisa acender a luz, tomar banho, ligar seus eletrodomésticos, pegar o metrô e continuar sua rotina. Simples assim.

Dito isso, não espere que a base fisiológica que forma o governo Lula irá dar uma resposta convincente – ou até mesmo oferecer uma solução técnica a curto prazo. A experiência de 3 governos Lula e 2 governos Dilma é suficiente para entender o que vem por aí.

 

O verdadeiro culpado pelo apagão energético

Lula STF Eletrobras

Não é preciso ser um gênio. Lula e seus companheiros loucos por cargos, salários e penduricalhos já sabem o que vão dizer.

Se você pensou que seria culpar Jair Bolsonaro, a resposta está absolutamente exata.

Em entrevista ao portal Brasil 247 concedida em março, Lula acusou que o dinheiro gerado pela privatização da Eletrobras teria sido usado por Bolsonaro “para pagar a dívida pública”.

“Você privatizou uma empresa daquele porte e utilizou o dinheiro para quê? Uma empresa como essa é um patrimônio desse país, tem muita responsabilidade. Eles venderam por R$ 36 bilhões, o dinheiro foi usado para pagar a dívida pública e não há sinal que o preço da energia vai baixar para o povo.”, atacou Lula.

Mais ou menos no mesmo período, chegou a vez da Justiça Federal do Rio de Janeiro dar uma chance para os sindicalistas, ordenando uma  perícia em todo o processo de desestatização da Eletrobras, realizado em outubro de 2022 durante a gestão do então presidente Jair Bolsonaro.

Por sua vez, a  Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com uma ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a privatização da Eletrobras. Segundo a AGU, a  intenção seria obter o controle da companhia energética, mesmo não sendo o governo seu acionista majoritário.

Se você é daquele grupo de “bons entendedores”, meia palavra petista já bastaria. Mas como os ataques contra a Eletrobras repetem as investidas sistemáticas contra o Banco Central autônomo presidido por Roberto Campos Neto, não irá demorar para chegar a conclusão de que o governo petista nada tem a ver com os problemas do país e nunca terá. 

Sem falar na “coincidência”. Wilson Ferreira Júnior, presidente da Eletrobras, decidiu abandonar o cargo na véspera do apagão. Sinistro? Curioso? Será usado contra a privatização?

 

Bem, o que se sabe é que culpa sempre será do inimigo. E não estranhe amanhã você acordar com mais uma batida da PF em alguma parte do Brasil para mudar o foco…

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