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Ana Paula Henkel brilha em audiência sobre censura e resposta viraliza nas redes

Ana Paula Henkel cobra deputados e senadores pela perda das liberdades e crescimento da censura no Brasil. Vídeo viralizou na internet

A comentarista do programa Oeste Sem Filtro, Ana Paula Henkel, foi o grande destaque da audiência pública sobre censura promovida pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) na Comissão de Comunicação da Câmara. O evento aconteceu na quinta-feira (11).

Falando direto de Los Angeles, nos Estados Unidos, Henkel foi questionada pelos deputados sobre quais medidas deveriam ser tomadas sobre a crise institucional que o país atravessa. A ex-atleta olímpica respondeu ao questionamento com uma pergunta ainda mais impactante que viralizou pelo Twitter.

“O povo estava nas ruas. O povo foi às ruas. O povo estava nas ruas há muito tempo”, pontuou Ana Paula”.

“Em 7 de setembro de 2021, o povo já pedia respeito à nossa Constituição. (mas) a Câmara referendou uma prisão inconstitucional de um deputado”, rebateu.

“O povo lotou as redes sociais e e-mails de deputados e senadores. A Casa do Povo referendou sua digital em uma prisão inconstitucional, e ficou por isso mesmo. O que a Câmara tem a dizer sobre o STF julgar uma graça presidencial constitucional, e o Supremo diz que agora é inconstitucional?”, perguntou a comentarista.

“O povo cobrou. Já está cansado de ir às ruas. O povo está sob uma ditadura do Judiciário. O que está acontecendo atrás das cortinas na Câmara, com um juiz da Suprema Corte indo ao legislativo colocando o dedo em decisões que é prerrogativas de vocês, deputados? Eu devolvo a pergunta. O povo está desanimando. Não há uma resposta à altura do que precisa ser feito e dos poderes que você tem”, concluiu.

A cobrança feita por Ana Paula Henkel é referente à prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal, Daniel Silveira em 2021, após a corte aceitar uma denúncia por vídeo, onde o parlamentar atacava membros da Suprema Corte. Ele foi condenado a mais de anos de prisão, mesmo com prerrogativa imunidade parlamentar, ignorada pela própria Câmara.

Silveira recebeu a graça presidencial em 2022. Porém, logo após o fim de seu mandato, o ministro Alexandre de Moraes decretou nova prisão de Silveira, que teve seu indulto considerado inconstitucional em julgamento do próprio STF.

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