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A máscara do ‘bom mocismo’ das lideranças

O Brasil está passando por uma convulsão moral e social. Com o resultado do pleito de 2022 observou-se uma necessidade de união do povo. O desespero tomou conta até daqueles que não se interessam genuinamente por política.

O movimento que durou mais de 70 dias ganhou visibilidade internacional. Diversas mídias no exterior passaram a cobrir os acampamentos nas frentes dos quartéis generais, enquanto os telejornais brasileiros seguem basicamente calados e, o pouco que falam, alcunharam o povo de ‘antidemocrático’.

Grande erro. Grave erro. O povo não atenta contra as instituições e contra o tal Estado Democrático de Direito. O que atenta contra estes dogmas – sim, a partir do momento que não se pode criticar, se torna dogmas -, são os próprios agentes do Estado, quando criam uma conjunção de censura e medo.

Isso abre espaço para oportunistas florescerem. Para pessoas que chegaram sem qualquer razão, quando tudo estava estruturado, pegando para si o foco, com discursos contundentes e intenções camufladas.

Para compreender por que cidadãos criam uma fé cega em pessoas que se apresentam como “porta-voz” de autoridades ou possíveis “salvadores da nação”, é importante que se entenda o fenômeno da causalidade interna do grupo.

Sempre que um problema surge e o medo de tempo infelizes aparece, um possível salvador da pátria ou, pelo menos, um líder que nos guiará ao caminho correto se faz presente. Para que ele tenha sucesso, ele precisa identificar a demanda e os anseios do grupo e, fatores emocionais são decisivos na escolha do líder, que muitas vezes – quase 100% das vezes -, oculta suas verdadeiras intenções.

Eles tentam manter um grau elevado de autonomia e autoconfiança, fazer uso da prudência e aproveitar cada oportunidade de se colocar a frente da situação. Eles sabem que as pessoas se tornaram acostumadas às palavras-chaves revolucionárias e não percebem a máscara da real intenção utilizada pelo propagandista, cujo status está intimamente ligado somente a dinheiro e reconhecimento público.

O propagandista/líder de ocasião possuiu uma certa indiferença ao sofrimento humano muitas vezes causado por suas próprias atividades que é proveniente de sua deficiência em perceber o valor das ligações sociais.

Manter a população ansiosa é uma crueldade rentável. Transformaram um movimento popular em um grande balcão de negócios através da pauta de urgência.

Já reparou como os ‘salvadores da Pátria’ sempre são filhos órfãos da ideologia contrária? São pessoas que não obtiveram sucesso ou não ganharam adeptos na ideologia que confessam e pela deficiência moral que os assolam e a necessidade de reconhecimento ‘mudam de lado’.

Acontece que, ‘mudar de lado’ nem sempre significa que o cidadão mudou de ideologia. Algumas vezes significa que ele encontrou um nicho para satisfazer as suas necessidades egóicas e implementar a sua visão naquele grupo.

Usando a máscara do ‘bom mocismo’ e táticas de comoção e manipulação como ‘não ganho para estar aqui’, ‘estou aqui por vocês’ ou ‘estou me prejudicando para ajudar a causa’, eles continuam a agir dentro da categoria de revolução social, apelando sempre para os abjetivos ideológicos que verdadeiramente acreditam.

Eles mantêm os benefícios e o conforto com o dinheiro daqueles que estão desesperados. Enquanto a população fica a mercê de restrições, eles se utilizam de aviões, hotéis caros e comida especial para, segundo eles, se manter “forte”, “revigorado” e “prontos para enfrentar o inimigo”.

Com isso, os conflitos aumentam progressivamente, especialmente quando alguns participantes começam a duvidar se a liderança realmente acredita naquilo que defende ou se está fazendo por motivos escusos.

Quando percebem que estão sendo questionados e na eminência de serem expostos, partem para um controle maior, radicalizando o discurso e as ações e se organizam para divulgar informações confusas e difusas, confundindo o grupo-alvo.

Por sua vez, a censura e o controle de opinião passam a vigorar dentro do próprio grupo que temem ser abandonados porque estão se sentido perdidos e voltam a subserviência da liderança. Rechaçam aqueles que ousam criticar as ações ou expor os líderes e os questionamentos cessam por um período.

Informações verdadeiras e cruciais passam a ser omitidas e quem se atreve a divulgá-las é imediatamente atacado e silenciado. Perde a credibilidade e o respeito de seus pares e são escrachados, muitas vezes, publicamente.

Após atingirem os seus objetivos e o resultado diverge do prometido, a liderança se retira como ‘herói’ antes que as pessoas percebam que o resultado não prosperou justamente por causa das ações adotadas por quem as comandou.

Não raro, os líderes saem com os prestígios e com a admiração do povo, que passa a buscar culpados externos para os resultados negativos.

Logo, a liderança reaparece buscando um cargo público com a justificativa que ‘lá dentro poderei fazer mais do que faço aqui fora’ ou ‘olha tudo o que eu fiz. Dentro do sistema farei muito mais’.

Ora senhores, o sistema é o mesmo desde sempre. Como uma pessoa que não conseguiu o mínimo, poderá mudar todo o sistema enraizado e fisiológico já estruturado? O que ele quer é fazer parte do sistema para benefícios egóicos e financeiros.

Quem pode mudar o sistema é o povo. Somente o povo. E é por esse povo que está nas portas dos quartéis e conseguiram chamar a atenção da impressa internacional que me levanto para aplaudir.

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